Regência como arte
Curso inédito com o Maestro
Ricardo Rocha
Iniciação à Regência Coro-Orquestral em sete aulas.
Um dos maiores nomes da cena contemporânea da música de concerto no Brasil, com 40 anos de trajetória internacional, Ricardo Rocha é fundador e diretor musical da Cis Bachiana Brasileira.â

Sobre o Curso e o Maestro
O trabalho de um maestro vai muito além da sua capacidade e preparo para a análise de partituras de porte sinfônico — sejam elas de orquestra, coro ou banda — ou mesmo do necessário domínio da técnica gestual para a condução e interpretação de um texto musical. Esse é o papel do diretor musical.
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No entanto, como o seu instrumento não responde ao toque direto dos dedos sobre teclas, à pressão dos arcos sobre as cordas, ao sopro das madeiras e metais ou aos golpes na percussão, o que entra em jogo é a busca pela resposta sonora conjunta de músicos diversos e singulares do ponto de vista etário, social, sexual, religioso, técnico e filosófico.
Este é o diferencial para a formação de um regente: a posse de uma habilidade específica de liderança. Ela exige não só maturidade no conhecimento da natureza humana, como também a empatia necessária para que seja aberto o "santuário do espírito" de cada músico. Ao fazê-lo, o instrumentista entrega ao maestro, em confiança, não apenas o som do instrumento que toca, mas a sonoridade própria de sua alma — aquele som individual cultivado desde os primórdios de sua formação.
“Essa é a razão pela qual cada maestro extrai um som diferente diante de um mesmo conjunto e com uma mesma partitura: o grupo reflete, sinergicamente, o amálgama resultante dos sons de cada indivíduo. Este é o mistério da Regência. Ela não se resume à maneira como o regente pontua o discurso musical (como um ator lendo um texto), mas ao fato de que o timbre do conjunto muda conforme o maestro, ganhando uma personalidade sonora que é a própria voz do regente. É um processo rigorosamente empático e espiritual, que não se pode aprender em livros ou produzir mecanicamente.
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Aqui também se discerne a diferença sutil entre o maestro, que orienta e conduz, e o regente, que aponta a direção e a induz. São qualidades distintas que precisam caminhar juntas” – ressalta Ricardo Rocha.
Assim, este curso de introdução à Regência Coro-Orquestral é inédito. Ele não se reduz às questões de uma técnica gestual eficiente ou à análise de padrões musicais: antes, ele também se compromete a abordar as questões subliminares e sutis entre a condução e a indução.
Esta é a "caixa de surpresas" a ser revelada por essa Escola de Regência aos que tiverem interesse em conhecê-la. O curso é aberto a jovens iniciantes, profissionais e professores de regência, sem restrição de idade.
Sobre o maestro Ricardo Rocha
https://ricardo-rocha.mozellosite.com
Matérias e atividades contempladas:
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Fundamentos de Regência e Técnica gestual
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Análise estrutural das obras
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Regência com piano
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Aspectos teóricos em geral, em especial sobre liderança
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Ensaios realizados com alunos ativos e assistência de ouvintes
Aulas teóricas e regência com piano
Aspectos teóricos:
- Dados sobre o compositor, a obra e o estilo de época;
Análise estrutural
- Abordagem da partitura do todo para a parte
- Identificação de padrões: temas, motivos principais, seções
- Identificação e nomeação de cada evento
- Mapeamento: criação gráfica, em papel, das seções e subseções da obra
para a configuração da sua arquitetura
Regência: - Técnica gestual
- Análise de soluções de Regência para os principais trechos.
- Regência com piano
- Batuta: ferramenta de clareza e direção; técnica de uso
Obras para as oficinas: Um painel didático
. Regência orquestral binária
1 - Beethoven, Sinfonia No. 1 in C major, Op. 21 – Primeiro movimento
. Regência coro-orquestral ternária
2 – Bach, Coral da Cantata BWV 147, “Jesus, alegria dos Homens”
. Regência orquestral quaternária (binária composta)
3 – Villa-Lobos, Prelúdio da Bachianas Brasileiras n. 4
4 – Sibelius, Poema Sinfônico para orquestra, opus 26
. Regência coro-orquestral quaternária (binária composta)
5 – Mendelssohn, Oratório ‘Elias’, coro 29
. Regência orquestral em 6/8 (binária composta)
6 – Schubert, Sinfonia No. 5 in Si b maior, D 485 – Segundo movimento
Obs.: Todas essas obras poderão ser baixadas gratuitamente do site IMSLP, até por serem partes ou movimentos de um volume maior. No entanto, os interessados em colocarem o “Finlândia” em seu repertório, única obra completa de nosso programa. sugerimos que adquiram a partitura impressa da Editora Breitkopf & Härtel, que é que usaremos (pode ser outra!). A livraria MUSIMED, de Brasília, deve tê-la. Entretanto a mesma poderá ser de outra editora!
Taxa de inscrição: R$ 100,00 - Categorias:
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. Ouvintes: + 2 de R$ 100, (total R$ 300,)
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. Ativos, até 12: + 2 de R$ 250 (total R$ 600,)
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. Vagas como contrapartida para a EMVL: 2
Certificados:
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Todos os participantes do curso A Regência como Arte, uma oficina de Iniciação à Regência Coro-Orquestral em 7 aulas com um mínimo de 75% de presença, terão direito ao Certificado de sua participação no curso.
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O certificado tem validade como curso de extensão universitária, distingue a categoria do participante (ativo/ ouvinte), descreve as obras trabalhadas e registra a carga horária, as datas e o local do evento, sendo assinados pelo Maestro, devidamente qualificado no impresso.
Serviço:
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Regência como Arte - Curso em 7 aulas com o maestro Ricardo Rocha
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Inscrições abertas
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Local: Escola de Música Villa-Lobos
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Endereço: Rua Ramalho Ortigão, nº 9 - Centro, Rio de Janeiro
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